OLHO CLÍNICO: literatura, variedades e uma coisa ou outra por aí ...
 


TV e que tais: Você sabia da "quase mulher" da Casa dos Artistas?

Para a audiência rotativa desse blog, explico: até agora os participantes da Casa dos Artistas 4, do SBT (também chamada de "Protagonistas de Novela", porque dará ao vencedor o direito de ser funcionário do $ilvio $antos, na próxima novela da emissora do homem do Baú) imaginam que na casa há 7 mulheres e 6 homens. Entretanto, fotos comprometedoras e a própria produção do programa admitem: a participante Bianca é um travesti, ou seja, temos de fato 6 homens, 6 mulheres e alguém que está no "meio-termo", para ser um pouquinho mais fino.

Particularmente acredito que $ilvio e sua produção está jogando pesado para erodir a audiência da novela, já que há muito tempo eles só apanham no horário; entretanto, parece-me que a experiência será breve, porque já sabemos que a "quase mulher" se encontra no paredão. De mais a mais, todos sabem que os reality shows são experiências polêmicas, e não só os que envolvem participação do público: o atual Big Brother da Inglaterra está coalhado de malucos, e também tinha um dos milagres da tecnologia moderna dentro da casa ...


Para saber mais, visite:



 Escrito por FPS3000 às 16h37
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Conto sem fim I

"... e assim esperava, até que chegasse dia em que talvez nada mais restasse, pelo momento tão ardente em que deixaria aquela vida, e não faria muito mais sentido se sua vida se findasse naquela hora, por um ataque cardíaco, ou que simplesmente pulasse, e tivesse a coragem de realmente acabar com tudo aquilo de uma vez como pretendia.
 
Mas o que fazia realmente aquele homem naquela janela? Na verdade, depois que ela morrera somente olhava o horizonte, e o vazio o espreitava; e nada mais lhe restou senão contemplar as árvores, os pássaros, o mar que singrava no horizonte, que o fazia esperar, e passar o tempo ..."

03/11/03, 15:00


 Escrito por FPS3000 às 16h17
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Depois de ter testado uns 6 ou 7 modelos diferentes do UOL Blog, taí o "definitivo"

Sugestão para homens: não tentem procurar o modelo chamado "Gato" do UOL Blog, e muito menos o "Burro" - até que eles são bonitos, mas são tão cheios de rosinhas, coraçõezinhos e etc. que a masculinidade do papai aqui estaria posta à prova; e eu, definitivamente, não tenho cara de metrossexual ...

 Escrito por FPS3000 às 16h14
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Alguns pequenos esclarecimentos, e um pedido

Ontem aconteceu um fato que me deixou deveras chateado nesse blog, e que eu gostaria de deixar passar batido, mas não vou: os dois ou três que acessaram o Olho Clínico nessa manhã devem ter percebido que eu retirei um post que não estava por aqui. Isso aconteceu porque uma pessoa mandou uma mensagem com um palavrão comentando que eu deveria parar de mandar spam para listas e que o assunto não era de interesse da lista, e "chutando o balde" para cima do fulano de tal que escreve aqui.

Antes, porém, devo confessar: ela estava certa em reclamar disso. Spam é uma atitude realmente nociva, e quem recebe emails em massa sabe o quão chato é ter que limpar conteúdo que não lhe agrada, e por isso peço desculpas a quem enviei a mensagem "desagradável" em questão. Entretanto, algumas considerações se fazem importantes, nesse caso:

1. O direito de reclamar é sagrado, mas toda pessoa que xinga outra se rebaixa, mesmo que seja formado em trocentas faculdades ou tenha cargos e reputação, mesmo na internet; não sei quantos acessam esse pequeno espaço, mas me reservo o direito de retirar do Olho Clínico qualquer palavra de baixo calão que receber aqui - não é justo para com os que acessam o site, nem comigo que perco um pouco do meu tempo precioso para publicar esse blog esperando que alguém veja o que você fez.

2. O assunto do Olho Clínico está logo aí em cima, quando se acessa o site: "literatura, variedades e uma coisa ou outra por aí" - ou seja, é sobre diferentes assuntos, principalmente aqueles que conheço. Não tenho a intenção de ficar criando outros blogs, e sistematizando-os, até porque, sinceramente, não tenho tempo para isso; mas tenham certeza de que esse pequeno espaço será utilizado para falar de um pouco de tudo, principalmente dos assuntos que gosto e aprecio (e, se quiserem uma pista, dêem uma olhada nos links ao lado e vão ter uma idéia do que eu gosto e estou escrevendo aqui).

O último, na verdade, é um pedido: como vocês acham que um blog pode ser bem divulgado? Uma pequena pesquisa de opinião, para os amigos do meu Olho Clínico - me ajudem, eu não quero um milhão de amigos mas pelo menos algumas visitas a mais em meu blog, alguém dá uma sugestão?


P. S.: As mensagens que responderem a esse post serão devidamente comentadas e analisadas pelo OLHO ...



 Escrito por FPS3000 às 10h11
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Resposta a alguém que se excedeu um pouquinho na vida
 
Desinteresse, ou apatia, ou a falta de vontade de alguma coisa, fazem parte do cotidiano. Mas o que se dizer quando se está deprimido, e a única coisa que ele desejava dizer era "oi, tudo bem?", e recebia uma resposta típica de Brás Cubas, do tipo, "tudo bem o catzo, porque tudo estaria bem? nada está!".
 
Desejava ser cínico como era Quincas, já que, como ele dizia mesmo, "ao vencedor, as batatas", e ele era o vencedor - ou será que foi outro personagem que disse isso? Mas se sentia Bentinho, traído até pelo leitor que absolvia Capitu.
 
Quer saber, não faria nada - reações a ofensas são tradicionais, só procuraria uma maneira melhor de dizer o que sentia. Afinal de contas, errara, embora não fosse tão feio assim; e, francamente, dane-se! nada poderia ser pior do que a raiva que sentira antes, e, afinal de contas, a palavra maldita é a de quem usa da ironia, Machado que era bom na escrita que o diga, não é mesmo?
 

Fábio Peres da Silva
18/08/04, 15:05


 Escrito por FPS3000 às 16h08
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Não sei se é repetida, mas lá vai:

Jornal de domingo
 
Domingão para mim, além de ser uma tormenta habitual para acordar cedo, é dia de ler jornal, assim como a maioria dos brasileiros que mora nas grandes cidades e relembra a semana a partir do momento em que pega o calhamaço que se chama jornal de domingo para a leitura diária. Em outros dias, essa leitura se faz mais rápida, quase como uma reposição: no domingo, porém, tal fato se reveste de uma habitualidade tão grande que as vendas quase quadruplicam, sabe-se lá por quê (bem, houve um tempo em que se comprava o jornal e levava uns brindes p´ra casa, mas a prática foi abortada depois que passaram a cobrar por isso...).
 
O jornal de domingo, em Sampa, seja ele Folha ou Estadão, é sempre um calhamaço de dez a doze cadernos, com as matérias da semana, as notícias de diferentes níveis, não sei quantas partes de classificados (e, como sempre, com muito anúncio colorido e um "release" de conteúdos minúsculo, e que me perdoe o Aldo Rebelo por eu não ter achado melhor palavra em português para definir esse tipo de textos) e uma revista de variedades, além do jornal de TV que minha mãe insiste em chamar de folhinha e me obrigar a procurá-la para ler as colunas de novelas de sempre (era mais fácil eu separar a folha das novelas logo, assim pelo menos o resto eu lia, mas tudo bem, eu leio depois).
 
Lendo o jornal, paradas em determinados cadernos: os editoriais, e os comentários que vão de encontro ao que o depto. Comercial ... digo, o depto. Editorial dos periódicos pensa a respeito das notícias; as colunas de domingo, sempre diferentes; o caderno de esportes, o único que é atualizável no domingo (e o único que não parece notícia requentada); o caderno de economia, e os mesmos indicadores econômicos de sempre, etc. e tal. É engraçado dar uma parada, ainda, na revista dominical e nas colunas segmentadas, em que se não se sabe direito para que o "politicamente correto" serve; entretanto, é muito gostoso ver o tipo de conversa que pode surgir daí, e pensar se não há um desnível entre o que se pensa e o que se faz, de fato.
 
O tempo passa, já li o jornal todo e talvez uma releitura se faça necessária; entretanto, já é hora do almoço e minha mãe me chama. Antes, porém, tenho que reorganizar todo o jornal e pô-lo no canto, talvez tirar alguma coisa para ler mais tarde; entretanto, depois de lida toda aquela informação, me pergunto se esse ritual vale alguma coisa, se todos os fatos correspondem ao real ou são apenas a minha impressão dos fatos, enquanto discuto com meu pai os motivos da queda da bolsa e da subida nas pesquisas de certo político safado, e por aí vai ... até que o estômago e o cheiro do macarrão encerram as discussões, até o próximo domingo, quando tudo se repete de novo.
 
É, nada como o domingo de sempre.
 

Fábio Peres da Silva
23/10/00, 16:30


 Escrito por FPS3000 às 15h55
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Autopromoção

Volta e meia a gente coloca nesse pequeno canto do nada alguma coisa que valha a pena ser vista, ou comentada - mas quase nunca a gente lembra de rever aquele baú de recordações que geralmente guardamos num canto, à espera de que alguém vá lá se surpreender com as lembranças. Nos tempos em que fazia parte de uma das listas de discussão que volta e meia aparecem por aí, uma das garotas da lista resolveu fazer gifs animados, personalizados para o pessoal que estava por lá meio que à-toa.

Depois de tanto insistir, ela saiu com essa - uma boa recordação, que relembrei quando fui publicar o texto abaixo; bonitinha, não é não?

 



 Escrito por FPS às 13h53
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Voltando do nada, publicando mais um texto antigo ...

Delitos comuns III
Panorama de um relacionamento que já começa do final
 
- Ah, não, Marcelô, pára, eu não quero, pára!!!
 
Já devia ser a n-ésima vez naquele ano, e sempre com o mesmo "script": beijinho p´ra cá, beijinho p´ra lá, beijo mais ardente com a língua roçando, e mexendo, e quando nosso amigo Marcelo (esse era seu nome) ia baixando as mãos, procurando roçar-se em algo mais do que a parte das costas dela ... sempre a mesma coisa: um "Ah, não, Marcelô, pára, não faz isso, eu não quero, pára ...".
 
Na primeira vez, foi aquele escarcéu e ela quase foi às vias de fato jurando terminar tudo: era menina direita e donzela segurando suas honras para aquele que virá a ser seu companheiro eterno - sim, elas ainda existem, embora isso seja mais raro que encontrar um gaiato que acredite no governo de plantão. Quando isso acontece, tem sempre na outra ponta um moço triscando os dentes e procurando outra oportunidade para fazer suas safadezas e aproveitar as doçuras calientes do contato dos rostos, corpos e do "et cetera" e tal, é lógico ...
 
Diga-se de passagem que nem sempre esses moços estão namorando pela safadeza em si (aliás, hoje em dia são raríssimos esses casos, até porque depois que inventaram outra natureza para o verbo "ficar" nem se precisa mais de "primeira vez" ou semelhante, nesse mundo que há muito deixou o romantismo de lado, frio mundo que continua cada vez mais vil ...); esse era o caso do coitado do Marcelo, rapaz que só queria mesmo o amor e o carinho da mulher que começou a namorar como quem não quer nada - e desse "não querer nada" acabou indo para um "te quero bem", que evoluiu para um "te amo demais" misturado com um "te gosto muito", e que acabou chegando na fase do "te quero tanto", que era a fase desse nosso amigo infeliz.
 
Quem está nessa fase ("te quero tanto") faz de tudo um pouco: corteja a família da moça, vai à reuniões de família, encara uma sogra ranzinza e um sogro distante (às vezes o contrário), torna-se o bom moço, compra presentes, encara até aquelas reuniões que ninguém gosta, com aqueles amigos chatos que você gostaria de detonar com um raio - e, enquanto isso, vê os colegas dando risinhos matreiros enquanto levam suas vidas de zorra, e se mira em outros, já mais comprometidos, ligados à mulher que amam em juras de amor eterno, que elas a-do-ram (prova de que a estratégia está dando certo, e de que "ser difícil" vale a pena, afinal).
 
...
 
E assim seguiu a vida de Marcelo: como tantos outros, depois de um tempo ele decidiu que não seria melhor esperar tanto tempo e resolveu fazer o que os homens fazem quando se sentem maduros e acham que encontraram a companhia ideal para o restante da vida (pelo menos, em tese, deveria ser assim) - emburrecer de vez, ou melhor, casar-se.
 
O casamento, em uma definição bem machista, sempre é uma festa maravilhosa para agradar a todo mundo, menos ao noivo; a noiva é quem brilha, os convidados é que aproveitam, mas ele no máximo vai se limitar a dizer "sim" e, se possível, comer algum cajuzinho que ficou - sem falar naquela história de vender pedaços de gravata, que quase sempre acaba justamente com aquela de seda italiana que, se brincasse, você levava consigo para o juízo final, tamanho o xodó dela.
 
Quando finalmente tudo termina, seguem para a lua-de-mel, mas nosso amigo Marcelo não é mais o mesmo; me parece que ele já se encheu dessa maratona toda - e isso desgasta, como não? - e, olhando a si mesmo no retrovisor do carro, vê não mais o Marcelo-moço, cheio de uma jovialidade que encantava, mas sim o "seu Marcelo", prevendo a cansativa destruição de si próprio em uma vida que lhe reservava tudo, menos a emoção que ele realmente queria, que era a de ter o proibido como gostoso, e não como obrigação, como lhe seriam os carinhos e carícias a partir daquele momento em que a sua namoradinha não mais era ela, mas sim sua esposa, sua mulher, que ele tanto desejara e que se tornara só sombra, só sombra, do que ele era de verdade.
 
E foi por isso que, quando ela de camisola sem nada por baixo se apresentara para a noite de núpcias, a fatal dos acompanhantes, chegando-se a ele de mansinho, foi que ele disse seu mote fatal, como um mantra de vingança:
 
- Ah, não, benzinho, pára, eu não quero, pára!!!

Fábio Peres da Silva
22/08/2000, 11:24


 Escrito por FPS às 13h47
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BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, ALTO DA RIVIERA, Homem, de 26 a 35 anos, Portuguese, Spanish, Livros, Política, Televisão
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