Faltam 268 dias ... para menos???
Uma boa e uma má notícia: a boa é que estarei saindo de férias, a fim de realizar alguns procedimentos especiais (quer dizer, vou ficar noivo) e descansar, que ninguém é de ferro; a má notícia é que estarei a 500 km daqui, o que significa que os posts vão rarear bastante nos próximos dias. Descontando-se que a viagem provavelmente será mais de correria do que de descanso propriamente dito, ficar noivo é uma experiência maravilhosa (se bem que tem estórias a respeito disso); além disso, sumir por uns dias faz bem ao intelecto e ao coração.
Como já mandei mensagens para meio mundo, também não custa repetir: abraços para quem é de abraço, e beijos para quem é de beijo ... e boa sorte à todos, até a volta, se ELE não der a louca e correr logo com a gente daqui ... ...
Escrito por FPS3000 às 17h11
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O bom homem
consola a filha.
E porque o faria?
Talvez pelo filho
que ela espera.
Ou pela esposa
que ele perdeu.
Ou pelo safado.
Que se escafedeu.
FPS, 02/09, 15:05
Escrito por FPS3000 às 17h04
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Miséria,
dos corpos,
expande,
se funde,
espera,
propícia,
que a vida
fundida
que acalma,
sem alma,
não seja
tão longe,
tão perto,
distante
semblante ...
do céu.
Imagens soltas ao vento
FPS, 02/09, 15:15
Escrito por FPS3000 às 17h03
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Mais um texto de um amigo, cortesia da Com_Texto ...
Live action
A beleza luminosa
De heroina glamurosa
Contrasta com o frio aço
Com que entrenta
Mais de cinquenta
Monstros do espaço
Alvaro Domingues
Escrito por FPS3000 às 10h24
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Olímpicas - após a ressaca e o apagar da velinha lá da Grécia (*) ...

(*): para quem não viu, a menina que apagou a tocha olímpica como uma velinha de aniversário é talvez a imagem mais marcante de final de Olimpíada de meus 28 anos, só perdendo para as lágrimas do Misha ...
Balanços de participação de Olimpíadas variam sempre entre o otimismo ufanista e o pessimismo maçante: ou seja, entre os que disseram "viva, tivemos quatro ouros" e os que respondem "também, mas olha só, a China teve 37...". Esses tipos de opinião refletem um buraco mais fundo, o dos interesses pessoais de cada um que estão em pauta, e, entre os que vendem os Jogos como parte do esforço de inconsciente coletivo para preservar o que chamamos de "BRASILLLLLLLLL !!!" (assunto no qual vou me esmerar em outro dia) e os que são obcecados pela receita neoliberal de impostos menores para os ricos e livros para os pobres virarem classe média (outro bom assunto para discussão), muita água ainda vai rolar e ninguém vai chegar a uma conclusão precisa.
Entretanto, pouca gente acaba se lembrando que o esporte de alto rendimento depende principalmente do interesse de quem assiste ao esporte e toma familiaridade com ele. Ninguém pára pra pensar, por exemplo, que os esportes de destaque do Brasil dependem de fatores tão simples como o campo de terra onde se desenvolvem as partidas de várzea onde nossos futuros craques crescem, e se tornam futuros campeões de Copa do Mundo com um estilo único de jogo, oriundo, principalmente, do improviso.
Tem gente que fala dos nórdicos da vela - mas se esquece que o Brasil tem 8.500 quilômetros quadrados de costa, onde os jangadeiros há muito tempo usam a vela não para competir, mas para sobreviver; da mesma forma, a tradição do futebol originou um esporte só nosso (o futsal) e um gosto por esportes coletivos que não se vê na maioria dos países; somado às quadras de escolas públicas espalhadas pelo país, dá para entender como é que temos progresso no vôlei, no basquete e, agora, até no handebol.
A mesma lógica serve para as academias, de onde sai o judô e, quem sabe, o taekwondô; e até para os haras e hípicas, de onde saem os cavaleiros riquíssimos e seus cavalos tratados com alfafa de ouro - e, para quem não conhece o Vanderlei Cordeiro de Lima, passe a ver melhor a Maratona de São Paulo para entender de onde é que saiu esse fulano, já que ele venceu duas vezes a competição no passado (sem falar que a competição que todo mundo conhece do atletismo é, adivinhe, a maratona).
Faz falta esse pequeno detalhe ao COB e às confederações em geral: vencer Olimpíadas começa no gosto do público, com as gerações que se interessam por ele e que passam a tratar o esporte a sério. De nada vale dinheiro do governo se ele não for destinado a mostrar o esporte e como ele funciona. Francamente, acho que estamos no meio do caminho, porque sem o vil metal não se faz nada - mas é só o meio do caminho, e muita água vai rolar até que estejamos em um ponto ideal.
Até porque mesmo no ponto ideal existirão os amarelões, os ufanistas, os choros de família, e o grito de BRASIL-SIL-SIL-SIL-SIL ...
Escrito por FPS3000 às 11h12
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